Do céu ao inferno em 48 horas

Seria cômico, se não fosse trágico, as situações em que caímos na vida. Em 48 horas, fui do céu ao inferno em minha profissional. Na quinta-feira, surpreendemos o concorrente "A Notícia" com a informação de que Osnilda Bächtold, sócio-fundadora da ONG Abrigo Animal, é suspeita de desviar quase R$ 20 mil da Fundema para uma conta conjunta que possui com o marido. A mulher admite o crime.

No outro dia, levo uma verdadeira surra no rádio joinvilense por publicar, em matéria de capa, que a Câmara de Vereadores teria aprovado 29 vagas de cargos comissionados. A informação estava completamente errada. O reconhecimento do erro provavelmente vai virar capa da edição de fim de semana.

No primeiro caso, avisei aos que me deram parabéns pela reportagem de que o furo não tinha sido descoberto por mim, mas sim, pelo colega Léo Saballa, que prontamente foi ao ND repasar a informação. Ele havia feito um texto prévio, explicando o caso. A mim, coube entrevistar os envolvidos e fazer pequenas correções.

Já no segundo, recebi uma informação da assessoria de imprensa do vereador Manoel Bento (PT), afirmando que os custos com os 29 cargos chegariam a R$ 400 mil, o que também está errado. Entrevistei o presidente da Câmara, Sandro Silva (PPS), que afirmou serem somente cinco cargos. Pedi o projeto para Sandro, que me informou não ser possível no momento conseguir uma cópia. Após uma ligação, o assessor de Bento foi até o jornal me entregar a cópia do projeto.

O erro cavalar foi uma má interpretação do projeto. A lei aprovada na quinta era uma complementar, que emendava a lei 5.720/2007. Essa lei prevê os cargos comissionados da Câmara. Na conta final, após a emenda, ficavam 29 vagas, mas 24 vagas já estavam valendo desde 2007. A conta feita no gabinete de Bento era de que "29" era o número de novas vagas total. O assessor, Luiz Fernando Batistti, foi exonerado.

O presidente da Câmara tem todos os motivos para estar bravo. Ao telefone, não foi nada gentil, e tem motivos para isso. Errei, sim, e errei feio. As desculpas necessárias já foram ditos a todos que mereciam, o jornal preparou um material para explicar o caso. Agora, é ralar muito para não cometer mais burradas.

Comentários

Felipe Felps disse…
Errar é jornalístico. Foda-se. Não pode, mas como não errar? O problema é que esse erro serviu para desviar o foco de que a porra da Câmara criou mais cargos, onerando mais ainda a população. Foda-se se é 5, 10, 29 cargos... Poderia ter sido 1 só que já estava ruim. A Câmara sempre envergonhou os joinvilenses e está cada vez pior com o Sandro burguês.
Vanessa Bencz disse…
Oi, Leonel! como diz o chavão, errar é humano. Mas reconhecer o erro é digno de aplausos... Tudo é aprendizado! Bjos e boa sorte por aí
Vanessa Bencz disse…
Oi, Leonel! como diz o chavão, errar é humano. Mas reconhecer o erro é digno de aplausos... Tudo é aprendizado! Bjos e boa sorte por aí

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