A parada gay e a onda conservadora

Faz alguns dias que o portal do A Notícia está sustentando uma enquete sobre a possibilidade de ocorrer uma parada gay em Joinville, em junho. A enquete deve estar lá por tanto tempo porque realmente é um sucesso em número de comentários. Lá, é possível perceber os resquícios do conservadorismo de Joinville.

Digo que isso nada muda para a realização da parada gay. Acredito que as pessoas superstimam a quantidade de conservadores na cidade. Claro, essa percepção é puramente empírica.

Digo aos que são contra: podem ser contra, o estado é laico.

Aos que afirmam ser "uma festa sem moral e lasciva", eu retruco: e o carnaval? É o quê? Os heterossexuais podem ter uma festa lasciva, mas os homossexuais, não?

Aos que criticam o uso do dinheiro público: e a Festa das Tradições? Carnaval? Iluminação natalina?

Aos que falam que falta Deus no coração: Desculpe, não sei se repararam, mas existem outras religiões no mundo. E existe gente sem religião.

Os homossexuais não tentam interferir ou impedir as manifestações culturais da igreja (como missas, procissões, etc). Então, meus bons e velhos conservadores, esperneiem bastante. É o máximo que poderão fazer.

Comentários

lola aronovich disse…
Hoje escrevi um artigo sobre a Parada Gay (e sobre os comentários no jornal acerca disso), mas ele só sairá publicado na Notícia no sábado. Bom, a favor de Joinville, só posso dizer que imagino que todo lugar onde a parada gay aconteceu pela primeira vez teve uma reação conservadora dessas. Ou não? Abração!

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