Porque apóio a chapa "Práxis" para o DACS

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Leonel Camasão*

O movimento estudantil do Bom Jesus/Ielusc passa, mais uma vez, pelo momento de disputa no comando do Diretório Acadêmico de Comunicação Social (DACS). Na próxima segunda-feira, dia 23, os alunos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda deverão escolher entre duas chapas: Práxis e Dacs é pra lutar.

Estudei por quatro anos e meio no Bom Jesus/Ielusc, e participei ativamente do movimento estudantil da instituição. Junto a outros companheiros, estivemos por um ano reconstruindo o DCE do Ielusc, que estava abandonado, assim como o DACS.

Mais de um ano depois de sairmos do DCE, novos alunos se interessaram em reativar o DACS. Obviamente, a reconstrução a partir do zero gerou muitas dificuldades.

Ainda no ano passado, em eleição de chapa única, o grupo se reorganizou com novas pessoas, e uma das principais propostas era transformar o DACS em uma entidade que funcionasse sobre o princípio da direção coletiva, integrando os alunos, promovendo a participação de todas e todos. Nesse sentido, Francine Hellmann foi eleita presidente junto com outros companheiros, a fim de levar essa tarefa.

Na hora de aplicar a medida, teve gente que mudou de opinião e quis manter a hierarquia no movimento estudantil, o que foi negado amplamente pela maioria do grupo.

Isso não veio a prejudicar a atuação da atual gestão no movimento pela redução das passagens de ônibus, nos debates promovidos junto a diversos segmentos, na realização da Semana Acadêmica e, mais recentemente, na organização e participação na 1ª Conferência Municipal de Comunicação, onde aprovamos um conjunto de diretrizes extremamente avançadas.

Todos esses movimentos tiveram a participação ativa e fundamental de camaradas da chapa Práxis, como Alexandre Perger, Emanuelle Carvalho, Felipe Silveira, Jéssica Michels, Marcus Vinícius Carvalheiro, entre outros. Esse grupo, além de muito atuante, mantém a proposta sob a qual a chapa Consciência foi eleita em 2008 – construir um movimento estudantil democrático e independente, nas bases da direção coletiva, da participação e do diálogo com outros segmentos sociais.

Com toda a certeza, esse grupo vai discutir junto com os alunos se o DACS deve ou não participar dos espaços institucionais do movimento estudantil estadual e nacional. Como se sabe, a eleição de delegados para congressos da UCE e da UNE não costuma ocorrer de maneira transparente em todo o Brasil, e nisso, podemos ser diferentes.

A chapa Práxis traz as qualidades e a experiência de quem está na luta há tempos, ao mesmo tempo em que traz sangue novo e disposição para construir vitórias no movimento estudantil ielusquiano.

Nada pessoal contra aos companheiros da outra chapa, pelo contrário: a maioria são amigos e colegas dos tempos de faculdade. Mas acredito que a participação direta de dois assessores de um vereador em uma chapa prejudica a independência do DACS.

Várias administrações desse grupo em outras entidades do movimento estudantil de Joinville mostram que não há intenção de construir um projeto coletivo junto aos estudantes, mas sim, impor um projeto “estrangeiro”, que, apesar de legítimo, já está pronto, fechado, sem abertura.

Por isso, presto meu total apoio e solidariedade aos companheiros da chapa Práxis, com votos de muita sorte, muita luta e muitas vitórias no próximo período.

Abraços fraternos a todos e todas.


*Ex-aluno de jornalismo do Bom Jesus/Ielusc. Militou por cinco anos no Movimento Passe Livre (2005-2009) e foi presidente do Diretório Central dos Estudantes Florestan Fernandes (2005-2006) na gestão Domínio Público.

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