Ônibus caro aumenta deslocamentos de bicicleta em Joinville

Um levantamento prévio contratado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj) revelou dados contundentes sobre a mobilidade urbana da cidade. Hoje, 10,3% dos deslocamentos realizados pela população são feitos de bicicleta. O último dado do Ippuj, auferido entre 2006 e 2007, dizia que 7,8% dos deslocamentos eram realizados de bicicleta, ou seja, tivemos um aumento de 2,5%. A média nacional é de 6%.

Obviamente, isso não se deu por um aumento da consciência sobre os malefícios do transporte individual. Tampouco pelos "hábitos germânicos" da população.

O aumento no uso da magrela se dá porque a população pobre que está abandonando o transporte coletivo. Não há mais comopagar. Uma simulação prévia mostra que, caso a tarifa suba para R$ 2,65, uma família de quatro pessoas gastará 91,45% do salário mínimo com transporte ( R$ 466,40). Esse aumento é criminoso, e não pode ocorrer, sob pena de castigar ainda mais a população, principalmente, os trabalhadores informais e estudantes.

Os que podem se afogar em dívidas de 36, 48, 72 vezes, compram um carro. Segundo a coluna de Jefferson Saavedra, de A Notícia, em 2002 (ano da estatística mais antiga do Detran), eram 105 mil carros. Hoje, são 174 mil licenciados. Está mais do que na hora de mudar a lógica do transporte coletivo.

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