Dia do jornalista: 10 dos 27 estados do país não possuem piso salarial

Por Leonel Camasão*

O que temos para comemorar no dia do Jornalista? Uma rápida pesquisa no site da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) mostra o completo abandono e descaso pelo qual passam os profissionais da categoria. Dos 27 estados da federação, 9 não possuem ao menos um piso salarial para a profissão. Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Roraima e Paraíba são os estados (in) felizardos com a falta de regulamentação salarial.

Em outros seis estados, jornalistas profissionais recebem salários inferiores a R$ 1 mil. Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeio, Rio Grande do Norte e Espírito Santo possuem pisos salariais irrisórios, variando entre R$ 843,71 (Espírito Santo) e R$ 954,80 (Sergipe).

Em MG, SP, RJ, ES, Ceará e Rio Grande do Sul, outra aberração: existem mais de um piso salarial. Há variações de todo o tipo: salários para o interior e para a capital; salários para quem trabalha em TV, outro para quem trabalha em veículos impressos, e assim por diante.

No Rio de Janeiro, chega a ser piada: a capital não possui piso salarial. Existem ainda os "pisos municipais", como em Londrina (PR), Juiz de Fora (SP) e Dourados (MS).

Em SC, salários defasados em 11%

Em nosso estado, a situação é muito ruim. Dos 12 estados com piso salarial único, ficamos na oitava posição, com R$ 1.200,45. Alagoas tem o maior salário do Brasil, de R$ 2.060,25, seguido pelo vizinho Paraná, com R$ 2.049,11.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas de SC, a categoria acumula perdas salariais de 11%. Este ano, a campanha salarial tenta recuperar essa defasagem, reivindicando um salário de R$ 1.800.

Para conquistá-lo, entretanto, não tem fórmula mágica. A onipresença da RBS é um fator determinante, e só com a mobilização dos jornalistas poderemos conseguir condições mais dignas de trabalho. Sem isso, a vida será sempre assim


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