Leonel Camasão assina carta-compromisso com ABGLT

O candidato a deputado federal do PSOL Leonel Camasão assinou, nesta quarta-feira, uma carta compromisso com a Associação Brasileira de Gays, Lésbiscas, Bissexuais, Travestis e Trânsgeneros (ABGLT). A iniciativa é parte da campanha “Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania", promovida pela entidade. A campanha consiste em propor aos candidatos a cargos eletivos uma carta-compromisso para que, caso eleitos, aprovem projetos e políticas voltadas para a comunidade LGBT.

O presidente da ABGLT, Toni Reis, divulgou a campanha nesta quarta-feira. "Já tinha conhecimento de que a ABGLT faria uma campanha dessa dimensão e havia contatado o Toni Reis [presidente da ABGLT] por e-mail para saber quando a campanha iria começar. Hoje ele me respondeu, e recebi a carta-compromisso por e-mail", afirmou Leonel.

A partir da assinatura da carta, Leonel Camasão comprometeu-se, caso eleito, em integrar a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, integrar a Frente Parlamentar Nacional em HIV/Aids e aprovar três projetos de lei em especial: o que aplica à união estável de pessoas do mesmo sexo os dispositivos do Código Civil referentes a união estável entre homem e mulher, com exceção do artigo que trata sobre a conversão em casamento (PL 4914/2009); a lei que pune a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero (PLC 122/2006) e também o projeto que possibilita a substituição do prenome de pessoa transexual (PLC 072/2007).

Propostas para comunidade LGBT

O candidato do PSOL também elencou outros projetos que pretende levar adiante caso chegue à Câmara dos Deputados. "Precisamos incluir a questão da diversidade sexual e de gênero como tema obrigatório em toda a rede pública de ensino", afirmou. O candidato também acredita que falta regulamentar a questão das visitas íntimas nos presídios para casais homossexuais. "Hoje isso se torna um grande constrangimento para o preso e para a família. É preciso garantir esse direito", acredita.

Segundo levantamento da própria ABGLT, 78 direitos civis são hoje negados aos casais homossexuais. O Grupo Gay da Bahia (GGB) estima que um membro da população LGBT é morto a cada dois dias no país.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pastor chama vereador de vagabundo e é declarado 'persona non grata'

Chico Alencar lança candidatura e Câmara tem agora 4 postulantes

Primeiras impressões sobre os protestos no Brasil