Unasul 'condena energicamente' a tentativa de golpe contra Correa

Unasul 'condena energicamente' a tentativa de golpe contra Correa

Bloco sul-americano quer que os responsáveis do levante golpista sejam julgados e condenados

01 de outubro de 2010 | 4h 29

Entre as medidas definidas na reunião da Unasul contra tentativas de golpe de Estado estão fechamentos de fronteiras, suspensão do comércio, tráfego aéreo, fornecimento de energia e serviços

BUENOS AIRES - A União de Nações Sul-americanas (Unasul) expressou na madrugada desta sexta-feira, 1, uma "enérgica condenação" contra a tentativa de golpe de Estado contra o presidente equatoriano, Rafael Correa, e decidiu marcar uma visita dos chanceleres dos países-membros a Quito para expressar respaldo ao presidente equatoriano nas próximas horas.

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Os líderes dos países da Unasul, reunidos em Buenos Aires, aprovaram uma declaração que "condena energicamente a tentativa de golpe de Estado e posterior sequestro de Rafael Correa" e ressalta a necessidade de que "os responsáveis do levante golpista sejam julgados e condenados".

Além disso, o documento adverte que os governos da região "não tolerarão sob nenhuma hipótese qualquer novo desafio à autoridade constitucional ou tentativa de golpe ao poder civil legitimamente eleito".

"Em caso de novos levantes, serão adotadas medidas concretas e imediatas, tais como fechamentos de fronteiras, suspensão do comércio, tráfego aéreo, fornecimento de energia e serviços", acrescentou a declaração.

Além disso, os líderes decidiram que a agenda da próxima cúpula ordinária da Unasul, prevista para 26 de novembro em Guiana, vai prever a inclusão de uma cláusula democrática ao tratado constitutivo da União.

A reunião de Buenos Aires, convocada com urgência pela presidente argentina, Cristina Fernández, e seu marido, o ex-presidente e atualmente secretário-geral da Unasul, Néstor Kirchner, contou com a presidência dos presidentes da Bolívia, Evo Morales; Uruguai, José Mujica; Venezuela, Hugo Chávez; Peru, Alan García; Colômbia, Juan Manuel Santos, e Chile, Sebastián Piñera.

Os grandes ausentes foram os líderes do Paraguai, Fernando Lugo, internado por uma intoxicação, e Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, envolvido no encerramento da campanha eleitoral.

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