Adilson Mariano quer ser presidente da Câmara de Vereadores

O vereador Adilson Mariano (PT) lançou-se candidato a presidente da Câmara de Vereadores de Joinville. Em carta enviada por e-mail, Mariano afirma que a presidência da Câmara é "uma ferramenta imprescindível para que o governo do PT imprima ao mandato a cara do Partido dos Trabalhadores, afastando-se dos níveis de reprovação popular que hoje experimenta".

Quem pensa em Mariano como um candidato governista "clássico", está enganado. O parlamentar é a principal liderança da Esquerda Marxista, tendência interna do PT bastante crítica aos rumos dos governos Lula/Dilma e também de Carlito Merss (PT) em Joinville.

Em 2009, a oposição demo-tucana chegou a conversar com Mariano, lhe oferecendo os votos para elegê-lo presidente. Mariano não aceitou.

Enquanto isso, o PPS quer manter-se no principal cargo do legislativo, elegendo Juarez Pereira para o cargo. O deputado federal eleito Marco Tebaldi (PSDB) é um dos articuladores da possível aliança DEM-PSDB-PPS-PSL.

A questão é: agora, o que fará a ala majoritária do PT? E os partidos aliados (PP, PDT e PMDB)?

Veja a íntegra do manifesto de Mariano.

A presidência da Câmara de Vereadores de Joinville, agora em disputa, é uma ferramenta imprescindível para que o governo de Joinville assuma a face do Partido dos Trabalhadores, afastando-se da reprovação popular que hoje experimenta.

Os acordos políticos realizados para a composição do governo não contribuíram para um resultado de evolução política e de competência administrativa, indispensáveis às mudanças que se esperavam de um governo do PT.

Não é segredo que a atual administração é reprovada por grande parte da população. A prova disso está nos resultados eleitorais. No primeiro turno, Dilma fez 29,47% dos votos válidos em Joinville e Serra, 50,20%. Raimundo Colombo fez 68,08% e Ideli Salvatti, 19,51%.

No segundo turno Serra faz 63,14% dos votos válidos e Dilma, 36,86%. Não esqueçamos também que os candidatos a deputado estadual e federal apoiados pelo governo municipal obtiveram votações muito aquém dos outros dois candidatos petistas, postulantes às mesmas posições.

Se é verdade que outros elementos políticos podem ter influenciado o eleitorado, a avaliação negativa do governo local, atribuída diretamente ao PT, certamente orientou o eleitor de forma decisiva no momento da urna.

O resultado eleitoral desfavorável na maior cidade de Santa Catarina, aliado ao fato do PT ter disputado 20 anos a Prefeitura municipal, deve levar o partido a refletir sobre os rumos desse governo nos próximos dois anos. Do contrário, a partir de 2013 podemos amargar mais um bom tempo para retornar ao posto.

Não se trata de governar por governar, repetindo velhas práticas, mas de ousar. Um governo do PT tem que ser marcado por profundas transformações, cujo fundamento deve estar em políticas que atendam à classe trabalhadora e à juventude, acompanhado de uma gestão moderna, atrevida e eficiente, para fazer da cidade não apenas um canteiro de obras e de aplicação de asfalto, mas, sim, para preparar nossa Joinville para os próximos 50 anos. Esse é o desafio de um governo do PT.

Para isso é imperativo que a direção do partido assuma a responsabilidade de dar a cara do PT a esse governo, para que ele atenda as reivindicações mais sentidas da classe trabalhadora e da
juventude.

Mas essa mudança de rumo, por todos esperada, não depende apenas do Executivo. É no Legislativo que o conflito está instalado nos últimos dois anos. Por isso mesmo defendo que o PT dispute a presidência da Câmara de Vereadores, na base de propostas políticas que transformem o Legislativo local em uma usina de idéias e decisões à altura do porte de Joinville, da exigência de seu futuro e de seu povo trabalhador.

Meu nome está à disposição do PT para mais esta tarefa

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