Câmara de Joinville homenageia coordenadora do Centro de Direitos Humanos

Irma recebeu flores durante cerimônia

A Câmara de Vereadores de Joinville prestou homenagem à coordenadora do Centro de Direitos Humanos  Maria da Graça Bráz (CDH), Irma Kniess, na sessão desta segunda, 30 de maio. Natural de Taió, Irma
é moradora de Joinville desde 1984. A cerimônia que lhe concedeu o título de cidadã honorária de Joinville foi também um presente de aniversário, já que, na data, Irma completou 70 anos.

A proposição do título foi do vereador Adilson Mariano (PT). O parlamentar destacou que não poderia haver melhor dia para a homenagem. “Você fez a opção de ser humana, de estar na luta pelos direitos humanos. Você rompe com a lógica que o mundo em que vivemos estabelece, na medida em que opta por ser ao invés de ter. Alguns diriam: que loucura! Eu diria: que coragem”, declarou Mariano, olhando para a homenageada.

Irma Kniess sempre foi ligada à igreja católica. Iniciou o noviciado na década de 1960, em Lages. Depois, entre os anos de 1968 a 1980, atuou em Pelotas, no Rio Grande do Sul. A partir de 1980, mudou-se para Caxias do Sul, também no estado gaúcho, e passou a atuar fortemente em movimentos e pastorais sociais.

Em 1984, veio para Joinville. Seu sustento vinha do trabalho como costureira. Na época, conheceu Maria da Graça Bráz, advogada do Centro de Direitos Humanos (CDH), entidade da qual Irma foi eleita coordenadora em 1992. A homenageada também desenvolve trabalhos no Movimento Ecumênico de Joinville, do qual é precursora.

Pelo trabalho social de mais de três décadas, a taioense também já foi agraciada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina com a Medalha Antonieta de Barros, condecoração anual concedida anualmente a mulheres com relevantes serviços em defesa dos diretos da mulher catarinense.

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