PSD em Joinville e o novo bloco conservador

Darci de Matos poderá ser o nome de consenso para concorrer a prefeito em 2012 pelo PSD. 









A ida do governador Raimundo Colombo (DEM) para o PSD, partido ainda a ser legalizado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, está servindo para reorganizar parte das forças conservadoras de Joinville em um único projeto.

Se nacionalmente, o PSD nasce para levar a oposição para perto do governo petista de Dilma Roussef, em Joinville ocorre justamente o contrário. Quatro inimigos declarados do atual prefeito Carlito Merss (PT) debatem o ingresso no PSD: os deputados estaduais Darci de Matos (DEM) e Kennedy Nunes (PP), o deputado federal Marco Tebaldi (PSDB) e o ex-vereador Sandro Silva (PPS). Além deles, a bancada do DEM na Câmara - e até parlamentares de outros partidos - podem ingressar no PSD.

Darci e Tebaldi já são aliados há tempos. Sandro Silva sustenta relações com Darci desde os tempos que era da juventude do PFL. A novidade no bloco é mesmo Kennedy Nunes (PP), que já foi ferrenho opositor tanto de Tebaldi como da candidatura de Darci de Matos a prefeito, em 2008.

Dificilmente, os quatro estarão no mesmo partido, mas é provável que formem um forte bloco para a disputa do ano que vem. Se Sandro permanece no PPS e Tebaldi no PSDB, poderiam formar uma coligação PSD-PSDB-PPS, com Darci de Matos na cabeça. A Kennedy, caberia um apoio para 2014. Além disso, o DEM - principal prenjudicado com a criação do PSD - deve participar do bloco, pois só ficará na legenda os escolhidos de Darci e Cia.

Existe ainda, a possibilidade de o PSB nacional definir um apoio ao PSD (e vice-versa) nas grandes cidades. Não esqueçamos que, até pouco tempo atrás, falava-se em fusão das duas siglas.

Caso isso ocorra, forma-se um poderoso bloco eleitoral de direita, capaz de barganhar com o PMDB de Luiz Henrique da Silveira e com seu mais novo  filiado, o presidente da ACIJ, Udo Dohler. Seria difícil imaginar um chapão reunindo PSD-PMDB-PSDB-DEM-PPS, com Darci de Matos e Udo Dohler para prefeito e vice, respectivamente?

Claro, fazer tantos interesses convergirem numa candidatura única é um cenário remoto. Podem ocorrer variações dessas coligações e todo mundo se une no segundo turno.

Enquanto isso, Carlito Merss deve ficar com um PP esvaziado, o inexpressivo PR do vice Ingo Butzke e o PDT. Partidos de pouca expressão eleitoral em Joinville, mas que garantem polpudos segundos de TV para a propaganda eleitoral.

Uma alternativa à esquerda a esses blocos de poder? Ainda a ser construída. Rogério Novaes (PV) deverá ser candidato, mas não representa uma força à esquerda no cenário político, principalmente depois do apoio a Darci de Matos (DEM) em 2008.

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