Servidores abrem quarta semana de greve em Joinville

Prefeitura acredita que o não pagamanto dos dias parados vai desmobilizar greve; Sinsej espera reação contrária

Os funcionários públicos municipais de Joinville entram nesta segunda na quarta semana de greve. E como a Prefeitura mantém a postura de não pagar pelos dias parados, significa que quem aderiu ao movimento pode não receber, na sexta-feira, parte do salário de maio. 

O chefe de gabinete da Prefeitura, Eduardo Dalbosco, diz que a Prefeitura não trata o desconto como uma estratégia para o fim da greve, mas acredita que parte dos funcionários públicos pode retornar ao trabalho para evitar novos descontos.

Uma nova rodada de negociações está descartada pela Prefeitura. 

— Já prestamos todos os esclarecimentos, inclusive ao Ministério Público, e não há possibilidade de negociação —, afirma Dalbosco.

O presidente do Sindicato dos Servidores de Joinville (Sinsej), Ulrich Beathalter, acredita que os descontos podem influenciar positivamente na greve. 

— O que temos visto é que todas as tentativas da Prefeitura de tentar impedir o movimento só aumentaram a indignação dos servidores e fizeram aumentar a adesão, que chega a 6 mil servidores —, diz Ulrich.

Para ele, a maioria dos grevistas está tranquila e disposta a continuar a greve, mesmo que haja o desconto. O Sinsej entrou com um pedido de liminar para evitar que seja feito o desconto em folha. 

— Nós ainda confiamos que a Justiça vai nos atender, até porque já existem outros casos semelhantes, há jurisprudência —, diz Ulrich.

O sindicalista acredita que mesmo que não tenha o pedido atendido, o não pagamento dos dias parados não enfraquecerá o movimento. A expectativa do Sinsej é que o pedido na Justiça para que não seja feito o desconto dos dias parados seja julgado nesta segunda.

O Ministério Público estadual solicitou na sexta-feira esclarecimentos à Prefeitura sobre os 35 pontos da pauta de reivindicações do Sinsej e vai esperar até terça-feira uma resposta completa da Prefeitura – na sexta-feira, a Procuradoria do município respondeu que o Executivo havia atendido integralmente 18 dos pedidos.

Mas a promotora Rosemary Machado Silva não ficou satisfeita com a resposta. E pediu esclarecimentos pontuais dos outros 17 pontos. O MP também cobra do Sinsej atendimento maior na área da saúde, principalmente no Hospital São José.

Fonte: A NOTÍCIA

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