Acusado de "impulsionar socialismo em Honduras", Zelaya é expulso do Partido Liberal

O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya, foi expulso nesta terça-feira (28/06) do Partido Liberal hondurenho, pelo qual foi eleito em 2005. A razão oficial alegada era de que ele estava "impulsionando o socialismo", segundo informou Rafael Alegria, coordenador da FNRP (Frente Nacional de Resistência Popular), movimento do qual Zelaya também faz parte.

"Hoje, ao meio dia, em entrevista coletiva à diretiva do Partido Liberal informou ao povo hondurenho que este partido político expulsou definitivamente José Manuel Zelaya Rosales por considerar que este estava formando outro movimento político e impulsionando o socialismo em Honduras", explicou Alegría.

A expulsão se deu após a formalização da criação oficial da FARP (Frente Ampla de Resistência Popular), que aglutina às diversas tendências políticas que integram o FNRP e pretende ser uma alternativa ao bipartidarismo no país e à influência da oligarquia hondurenha.

De acordo com a rede de notícias TeleSur, Zelaya foi expulso sem consulta prévia. Segundo Alegria, essa decisão já era esperada por Zelaya, que "vinha trabalhando arduamente para consolidar a Frente Ampla, que nos levará ao poder".

"A diretiva deste partido político [PL], aliado com o Partido Nacional, a burguesia deste país, a igreja católica e a evangélica foram os responsáveis pelo golpe de Estado contra Zelaya, que sem dúvida não poderia voltar para uma estrutura tão arcaica", afirmou o coordenador da FNRP.

Zelaya foi deposto por um golpe de Estado militar em 28 de junho de 2009 e se exilou na República Dominicana. A efetivação de seu retorno foi fruto de um longo diálogo com o atual governo, intermediado pela Colômbia e pela Venezuela. Os dois países também lideraram as negociações para a reincorporação de Honduras à OEA (Organização dos Estados Americanos), órgão do qual o país foi suspenso em outubro do mesmo ano.

Fonte: Diário Liberdade

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