"A bancada governista afrouxou no debate", afirma Marinor sobre PLC 122

Da esquerda para a direira: Leonel Camasão, secretário geral do PSOL-SC,
senadora Marinor Brito e Rodrigo Sartoti, do DCE da UFSC. 


A senadora Marinor Brito, líder do PSOL no senado federal, debateu nessa sexta-feira (3) o tema da cidadania LGBT, do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A atividade foi promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), e contou com cerca de 70 pessoas.

Sobre o recente episódio envolvendo o PLC 122, que transforma a homofobia em crime similar ao de racismo, Marinor foi clara. "A bancada governista afrouxou no debate. O PT poderia ter bancado a aprovação do PLC 122 na Comissão de Direitos Humanos", acredita.

Para ela, o governo tem recuado em propostas como o programa Escola Sem Homofobia por meio de negociatas sobre outros temas. Anthony Garotinho (PR) ameaçou o governo de votar pela convocação do ministro da Casa Civil Antônio Palocci caso Dilma não revogasse o programa.

Na abertura, Marinor fez uma explanação conjuntural sobre a situação da luta pelos direitos humanos no Brasil e suas conexões com outras lutas, e destacou o papel da universidade nessa questão.

"A universidade não pode deixar de debater os temas que interessam diretamente a sociedade brasileira. A questão da cidadania LGBT é um dos temas que tem pautado os debates em nível nacional. Quero que minha vinda aqui sirva para colaborar com esse e outros temas", afirmou a senadora.

Apesar de elogiar a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a união civil entre casais do mesmo sexo, Marinor criticou o que chamou de "judicialização da política". "A política está sendo decidida na Justiça, e não no Congresso", opinou.

O debate durou pouco mais de três horas, e contou com a presença de várias lideranças dos movimentos de direitos humanos e de cidadania LGBT da cidade.

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