Dono da escolinha do SPFC em Joinville continua preso

Ele é suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro

Mariana Pereira | mariana.pereira@an.com.br

O dono da escolinha de futebol do São Paulo Futebol Clube em Joinville, preso sábado em sua casa, num condomínio no Centro em Joinville, continua detido, na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. Jideon Pereira Filho é suspeito de envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro do tráfico por meio da negociação de jogadores. 

Três carros de luxo que pertenceriam ao acusado, também foram apreendidos durante a operação deflagrada pela Polícia Federal neste fim de semana. A operação resultou na prisão de pelo menos outras três pessoas, acusadas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além da apreensão de mais de uma tonelada de drogas. 

Segundo uma fonte da PF, as investigações começaram após a prisão de Éder Conde, conhecido como o "Fernandinho Beira-Mar de Curitiba", detido na Operação Ressaca, em maio de 2010. 

Segundo a PF, o grupo comercializava 100 quilos de cocaína a cada três meses, levantando R$ 6 milhões por ano com o tráfico. E, na ocasião, teriam sido encontrados documentos com o nome dos suspeitos presos neste sábado pela PF. 

Desde então, a unidade aprofundou as investigações sobre estas pessoas porque havia suspeitas de que este grupo tivesse relação direta com a quadrilha de Conde.

Ainda conforme a Polícia Federal, que deve apresentar o resultado da operação na tarde desta segunda-feira, o esquema envolvia negociações de jogadores com o São Paulo e o Joinville Esporte Clube (JEC). As informações foram desmentidas pela diretoria do JEC e por professores da escolinha de futebol. 

Segundo o presidente do clube, Márcio Volgesanger, pelo menos nos últimos dois anos e meio (na sua gestão), o JEC não realizou nenhuma transação com o acusado que envolvesse dinheiro. 

Quanto à negociação de jogadores com o São Paulo ou qualquer outro time, o coordenador da escolinha, Jorge Luis Braz, é categórico: "a transação de jogadores não envolvia dinheiro e qualquer revisão das contas vai apontar que a escolinha vive no vermelho".

Segundo ele, Jideon nem sabe porque foi preso. 

— Ele nem conhece essas pessoas presas e a família está contatando advogados —, disse, depois de conversar com a mulher do acusado. 

Mas, segundo Jorge, a prisão pode ter sido motivada por causa da transação de um jogador de um time de Curitiba para o JEC, que teve a intermediação de Jideon e de um outro empresário de jogadores. 

— Fomos verificar e descobrimos que duas pessoas que foram presas (entre elas, Conde) tinham ligação com esse clube —, disse. 

Segundo ele, é possível que essas pessoas tenham forjado documentos para utilizar a negociação do jogador e justificar recursos obtidas com o tráfico de drogas. Nisso, o nome de Jideon pode ter tido o nome envolvido no suposto esquema.

COM INFORMAÇÕES DA GAZETA DO POVO
FONTE: AN

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