Marcelo Tas, Preta Gil e Marinor Brito poderão testemunhar contra Bolsonaro na Câmara

Marcelo Tas, pai de uma lésbica, pode ajudar a 
condenar Bolsonaro
O apresentador do programa CQC, Marcelo Tas, a atriz e cantora Preta Gil e a senadora Marinor Brito (PSol-PA) poderão ser convidados a depor no Conselho de Ética da Câmara, no processo contra o deputado federal deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Instaurado na semana passada, as ações são referentes a duas representações apresentadas pelo PSol devido às declarações com teor preconceituoso feitas por Bolsonaro.

Segundo o relator do caso, deputado Sérgio Brito (PSC-BA), o testemunho contra Bolsonaro poderá acontecer após a apresentação do parecer prévio, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira (29).

Após a apresentação do documento, o parlamentar tem 10 dias úteis para se defender por escrito, mas pode optar por fazê-lo já no relatório prévio. Depois, o relator terá 50 dias úteis para ouvir testemunhas e fechar o parecer final, que deve ser votado pelo Conselho de Ética e, posteriormente, pelo plenário da Casa.

CQC 
A primeira ação teve como motivação as declarações de Bolsonaro ao CQC em março. Na ocasião, ele fez críticas a Preta Gil, chamando-a de promíscua. A declaração do deputado também assume uma postura racista e homofóbica.

No quadro "O povo quer saber", o deputado foi questionado pela cantora sobre como agiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. Bolsonaro então responde que não corria o risco disso acontecer.

"Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu".



Depois do episódio, o deputado fez uma série de declarações homofóbicas - chamou o Psol de partido de 'veados' e disse preferir ter um filho morto em um acidente a um homossexual.

Criminalização da homofobia

A segunda ação é pela suposta quebra de decoro durante discussão com a senadora Marinor Brito, em maio, quando se debatia, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o projeto que criminaliza a homofobia (PL 122/06).

Na ocasião, o deputado divulgou panfleto contra o kit sobre homossexualidade elaborado pelo Ministério da Educação e teria ofendido a senadora. Na última semana, Bolsonaro disse não temer o julgamento do conselho porque, segundo ele, o grupo é composto "apenas por heterossexuais". (Fonte: Terra)

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