Toninho Lennert, ex-presidente da FELEJ, é condenado por corrupção e falsificação de documentos

O ex-presidente da Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville (Felej) Antonio Sebastião Lennert, o Toninho Lennert (ex-PSDB e atual PSC), e seu assessor na época, Edivaldo da Veiva, foram condenados por peculato (uso de cargos públicos em benefício próprio), corrupção passiva e falsificação de documentos. Conforme a decisão do juiz João Marcos Buch, titular da 2ª Vara Criminal de Joinville, Lennert deve cumprir pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, e Edivaldo da Veiga foi condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão. 

Toninho foi presidente da Felej durante o governo Marco Tebaldi (PSDB), do final de 2005 ao início de 2008, e tinha Edivaldo como assessor direto. Segundo a denúncia do Ministério Público, eles utilizaram um convênio da fundação com a Bescredi (Besc Financeira) para desviar recursos da ordem de R$ 190 mil.

O convênio previa a concessão de empréstimos aos servidores efetivos da Felej, que atuava como avalista. Enquanto estiveram na diretoria, Antonio e Edivaldo atraíram pessoas para simular empréstimos em seu nome, e repassar o dinheiro aos dois. 

O esquema era de fácil execução, porque Edivaldo cooptava beneficiários do programa "Adote" (criado sem lei, para subsidiar atletas amadores e treinadores), servidores comissionados ou parentes destes, além de credores. O alvo eram sempre pessoas que se sentiam forçadas a aceitar a proposta, por receio de reflexos negativos como o corte do "Adote", exoneração do cargo comissionado ou restrição de contratos. E para que fosse possível a liberação dos valores pelo banco, Antonio ou Edivaldo forneciam declarações falsas, informando que o funcionário em questão era efetivo.

Após a liberação, o valor era entregue aos réus, que alegavam destiná-lo ao pagamento de contas da fundação.

Com informações do AN

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