Evangélicos e protestantes são os mais intolerantes aos direitos LGBTs, revela pesquisa IBOPE

Quase 60% dos Evangélicos são contra pessoas LGBTs
 na função de professores do Ensino Fundamental
Parte da série Perfil do Preconceito

A pesquisa IBOPE publicada ontem pela Folha de São Paulo revela que os entrevistados que se declararam evangélicos e protestantes são os mais resistentes ao avanço dos direitos dos LGBTs no Brasil. 

Esta é a parcela da população que mais se declarou contra a união estável de pessoas do mesmo sexo, totalizando 77%. Eles são seguidos pelos católicos (50% contra), "outras religiões" (40% contra) e os ateus (49% contra). No quesito adoção de crianças por casais homossexuais, os números praticamente se repetem. Entre os evangélicos e protestantes, 72% são contra a medida.  

A pesquisa também questionou o que você faria se seu melhor amigo se revelasse homossexual. 29% dos Evangélicos declararam que se afastariam total ou parcialmente da pessoa. 

Preconceito nas profissões

O preconceito também se extende às profissões. Ao todo, 41% dos evangélicos declararam serem contra, parcialmente contra ou parcialmente a favor de médicos homossexuais no serviço público.  O mesmo se repete no caso dos policiais: 48% dos evangélicos são contra, parcialmente contra ou parcialmente a favor. 

Mas é entre os professores LGBTs do ensino fundamental que reside o maior preconceito: 59% dos evangélicos são parcial ou totalmente contra a ocupação dessas funções. 

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