Justiça nega pedido de soltura de Marcos e Rodrigo Schoene em Joinville


Juiz João Marcos Buch destacou que testemunhas têm medo de sofrer represálias

Roelton Maciel | roelton.maciel@an.com.br

O juiz da 2ª Vara Criminal de Joinville, João Marcos Buch, rejeitou o pedido de revogaçao da prisão preventiva do diretor exonerado da Fundema, Marcos Schoene, e do filho dele, Rodrigo Schoene, na tarde desta sexta-feira. Os pedidos de soltura haviam sido protolocados pelos advogados deles na última quarta-feira.

Ao justificar a manutenção da prisão preventiva de pai e filho, João Marcos Buch destacou que duas testemunhas procuraram o Ministério Público Estadual depois que a investigação veio à tona para reforçar o temor de que pudessem sofrer represálias.

O argumento de que Marcos Schoene não poderia atrapalhar as investigações por já ter sido exonerado também não convenceu o juiz.

—É bem verdade que o investigado Marcos não mais possui ingerência direta no órgão municipal. Todavia, como já registrado, a proximidade com as provas e testemunhas, na forma que as denúncias vêm sendo apuradas, trazem a este juízo a convicção de que a prisão é medida necessária neste momento—, escreveu.

Marcos Schoene está preso desde a última terça na Penitenciária Industrial de Joinville, quando policiais federais cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão na Operação Simbiose. Rodrigo Schoene foi detido no mesmo dia e permanece preso no 8º Batalhão da PM em Joinville.

A investigação apura denúncias de que Marcos Schoene facilitava a liberação de licenças ambientais para a empresa Quasa Ambiental Ltda, registrada em nome das duas filhas dele. Segundo o Ministério Público Estadual, o advogado Rodrigo Schoene seria o representante legal da empresa e seria o responsável por intermediar o suposto esquema.

Comentários

Adry Singers disse…
Quando vemos a atuação do Judiciário em casos como esse que envolve pessoas de renomado valor social, nos motivamos pela busca da justiça.
Quanto às reportagens que fazem questão de mencionar a queda do secretário justamente na atual gestão municipal, são inconcebíveis vez que visam apenas denegrir a imagem do prefeito Carlito que nada tem a ver com o esquema da família Schoene, pois apesar do MP ter oferecido denúncia somente em 2010, as acusações são embasadas em fatos muito anteriores à gestão do atual prefeito.
Meu comentário não pretende parcialidade, apenas realidade, afinal o jornalismo deve ser comprometido com a verdade.

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