Para não esquecer do primeiro 11 de setembro

Em todo o planeta, milhões de pessoas recordam deste 11 de setembro como o dia em que os Estados Unidos sofreram o "maior ataque terrorista da história". São 10 anos da queda das torres gêmeas do World Trade Center (WTC), até então, principal centro financeiro do mundo, em Nova Iorque. 

Grande maioria dos jornais de todo o planeta estão publicando cadernos especiais, entrevistas, matérias de fôlego e outras tantas produções jornalísticas sobre o tema. Ao todo, 2.996 pessoas foram mortas.Já na guerra do Iraque, patrocinada pelos Estados Unidos como "revide" ao ataque, morreram 109 mil pessoas entre 2003 e 2009. 63% delas eram civis, de acordo com relatório do governo estadunidense vazado pelo Wikileaks. 

Mas este artigo não é sobre o Iraque, tampouco, sobre os Estados Unidos. Estamos falando de outro 11 de setembro, o primeiro, ocorrido a 38 anos e a 8.253 quilômetros de Nova Iorque.

Desta vez, os Estados Unidos não eram as vítimas, mas sim, os vilões: financiaram e apoiaram um golpe militar para derrubar o presidente Chileno Salvador Allender, primeiro presidente socialista eleito democraticamente na América Latina. 

"Não vejo porque deveríamos deixar um país tornar-se comunista devido à irresponsabilidade de seu próprio povo", teria dito Henry Kissinger
Secretário de Estado dos Estados Unidos da América entre 1969-1974. 

Após a invasão do palácio La Moneda, Allende não se rendeu, e cometeu suicídio quando compreendeu que o golpe era inevitável. Do golpe, desdobraram-se 17 anos de uma das mais sangrentas ditaduras militares da América Latina, sob o comando de Augusto Pinochet. Até hoje, calculam-se mais de 60 mil mortos e desaparecidos, entre eles alguns brasileiros.

Não podemos esquecer o primeiro 11 de setembro. Ele é um marco da política imperialista estadunidense no mundo. 
O vídeo abaixo faz um paralelo interessante sobre os dois 11 de setembro.




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