PPL tem registro deferido pelo TSE

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiram, na noite desta terça-feira (4), o pedido de registro do Partido Pátria Livre (PPL), que utilizará o número 54. A decisão foi unânime. Todos os ministros seguiram o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Com a decisão, o PPL poderá participar das eleições municipais do próximo ano.

A criação do PPL é o resultado da institucionalização do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), organização clandestina na época da ditadura que permaneceu viva até os dias de hoje, principalmente no movimento estudantil e sindical. 

Oriundo de uma dissidência do PCB e atuante desde o final da década de 60, o MR8 viu passar por suas fileiras importantes figuras do movimento de resistência à ditadura como Franklin Martins, Fernando Gabeira, Lamarca, Stuart Angel, Cid Benjamin, entre vários outros.

Com o início do processo de redemocratização do país, o movimento passou a atuar partidariamente dentro do PMDB e com atuação concreta nos movimentos sociais, sobretudo no movimentos estudantil e sindical, com forte presença na CGTB (CGTB — Central Geral dos Trabalhadores do Brasil). O MR8 edita atualmente o jornal Hora do Povo.

Contradições

O grupo que hoje legaliza o PPL era muito próximo de Orestes Quércia, ex-senador de São Paulo já falecido e conhecido por ser um mini-barão das comunicações no interior do estado. Além disso, o Hora do Povo tem realizado duras críticas ao projeto Escola sem Homofobia (o qual classificou de "castração gay nas escolas"), assim como tem defendido abertamente as mudanças no código florestal propostas pelo PCdoB. 

Em seu manifesto de fundação, em 2009, o PPL afirma: o Partido Pátria Livre se propõe a reforçar a ampla frente de partidos, entidades e movimentos populares que dá sustentação política ao governo do presidente Lula e lutar incansavelmente pela sua unidade para que ela marche coesa nas eleições de 2010.

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