Abortos clandestinos matam 200 mil mulheres por ano no Brasil


Pessoalmente favorável ao aborto, ministra lavou as mãos
e joga polêmica para o Congresso Nacional

ONU critica legislação brasileira e considera governo omisso na proteção das vítimas

O governo de Dilma Rousseff  (PT) foi colocado contra a parede pelos peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), em reunião ocorrida nessa sexta, em Genebra. Para a ONU, o governo brasileiro é omisso em realizar políticas públicas para proteger a vida de milhares de mulheres que morrem ao realizar abortos clandestinos. Segundo estatísticas, 200 mil mulheres morrem todos os anos por ano por conta de abortos inseguros. 

Apesar das declarações pró-legalização do aborto, a ministra da Secretaria de Políticas para a Mulher, Eleonora Menicucci, tem "lavado as mãos" em relação ao tema e jogado toda a responsabilidade sobre a questão para o Congresso Nacional.

A ministra admitiu que o aborto estava entre as cinco principais causas de mortes de mulheres no Brasil.  Em 2007, a ONU já cobrou do Brasil que a criminalização do aborto fosse revisada pelo governo. 

Schulz, uma das especialistas europeias de maior renome no campo dos direitos das mulheres, também destacou que, apesar de haver a possibilidade de abortos legais no Brasil por risco de vida da mãe e por estupro, o número de casos registrado chega a apenas 3 mil por ano. "Enquanto isso, existem 1 milhão de casos ilegais e 250 mil mulheres sendo internada por complicações", alertou. "O que é que o governo está fazendo para humanizar essa situação ?", cobrou, lembrando que a camada mais pobre das mulheres é a que mais sofre. "A classe média e rica sempre vai encontrar boas soluções", disse.

Projeto. Outra critica levantada pela ONU foi em relação ao Estatuto do Nascituro, que tramita na Câmara. "Uma mulher não pode ser apenas o barco onde o feto cresce", disse Shulz. "Não se pode dar total prioridade ao bebê e deixar de lado a saúde da mulher", declarou.

"Se o Congresso aprovar isso, lamentavelmente estaremos fazendo um tremendo retrocesso nos direitos reprodutivos", declarou Arocha. Mais uma vez, Eleonora optou por uma resposta vaga. "O projeto do Estatuto não saiu da secretaria. Saiu do Parlamento", disse, passando a palavra para a representante do Ministério da Saúde. Para o órgão, o governo já deu sete pareceres contra o projeto de lei. Mas admite que ainda assim o Estatuto tramita no Congresso.

Com informações do Estadão

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