Na imprensa: PSOL diz que não está flexibilizando política de alianças para 2012


Samir Oliveira

Integrantes do PSOL reagiram à reportagem PSOL flexibiliza política de alianças nas eleições municipais, publicada pelo Sul21 na última sexta-feira (10). Os socialistas sustentam que não estão flexibilizando sua política de alianças, uma vez que caberá ao diretório nacional do partido definir, em cada caso, a validade de qualquer coligação que vá além do arco tradicional de parcerias, que engloba PSTU e PCB.

Em nota enviada por e-mail, o PSOL de Santa Catarina lembra que a resolução aprovada no congresso nacional do partido, em dezembro do ano passado, já estava em vigor nas eleições municipais de 2008. A diretriz estipula que “o diretório nacional avaliará caso a caso as alianças que avançarem para além do acúmulo da Frente de Esquerda (PSTU e PCB), cabendo somente a essa instância a decisão final sobre a possível concretização de ampliações”.

Na mesma nota, o secretário de Comunicação do PSOL-SC, Leonel Camassão, informa que, em 2008, o partido realizou 21 coligações para além do âmbito PSTU-PCB. “O número de coligações para além da Frente de Esquerda representou 8% do total de campanhas majoritárias do partido. Dentre as siglas que coligaram com o PSOL nestes casos, encontram-se PCdoB, PV, PDT, PPS, PSB, PMN, PTN e PSDC”, esclarece a nota.

Outra manifestação foi da ex-deputada federal pelo PSOL-RS, Luciana Genro. Ela comentou na própria reportagem que estava indignada. “O erro crasso contido na matéria é o fato de que o Congresso Nacional do PSOL não chancelou a ampliação da política de alianças”, observou.

Luciana, que se posiciona contra as coligações com PPS e PCdoB defendidas pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) em Macapá, disse ter “absoluta convicção” de que o partido não fará composições esdrúxulas.

Leia a íntegra da nota enviada pelo PSOL-SC
Sobre a reportagem PSOL flexibiliza política de alianças nas eleições municipais, temos a esclarecer o que segue
1. É incorreto afirmar que o Partido Socialismo e Liberdade flexibilizou sua política de alianças para as eleições 2012. O teor da resolução aprovada no 3º Congresso Nacional do partido já estava em vigor nas eleições 2008, e foi apenas renovada para as eleições 2012. As duas resoluções – de 2008 e de 2011 -  afirmam que o PSOL fará, como regra geral, coligações com PSTU e PCB. E que as direções municipais podem levar exceções à esta regra ao Diretório Nacional do Partido, que será o único fórum de decisão sobre coligações. Prova disto é que, já em 2008, o PSOL realizou 21 coligações em campanhas municipais que iam além do PCB e do PSTU, das quais as de maior destaque foram a de Porto Alegre, com PV, e Macapá, com  PSB e PMN. O número de coligações para além da Frente de Esquerda representou 8% do total de campanhas majoritárias do partido. Dentre as siglas que coligaram com o PSOL nestes casos, encontram-se PCdoB, PV, PDT, PPS, PSB, PMN, PTN e PSDC.
2. É incorreto afirmar que o senador Randolfe Rodrigues se elegeu em coligação com o PTB. O PSOL do Amapá de fato realizou coligação com o PTB, mas ela foi desfeita após intervenção do Diretório Nacional, resultando em uma chapa pura do PSOL, sem candidato a governador.
Leonel Camasão
Secretário de Comunicação
PSOL Santa Catarina

Leia a íntegra o comentário da ex-deputada federal Luciana Genro na reportagem anterior
Como presidente do PSOL em Porto Alegre e membro da Direção Nacional do partido quero manifestar a minha indignação diante desta matéria publicada no Sul XXI. O erro crasso contido na matéria é o fato de que o Congresso Nacional do PSOL não chancelou a ampliação da política de alianças. A proposta de Randolfe Rodrigues foi totalmente rechaçada. A decisão de que cada caso que saia fora da esfera PSTU/PCB deve ser examinado pela Direção do partido significa justamente o contrário do que a matéria afirma. Lamento que o repórter não tenha me perguntado sobre as decisões do Congresso, restringido-se a saber a minha opinião sobre as alianças propostas por Randolfe. Tenho a mais absoluta convicção de que o PSOL não vai fazer alianças esdrúxulas, e vai manter a sua coerência de sempre. Luciana Genro.
Leia a íntegra da resolução aprovada pelo 3º Congresso Nacional do PSOL, em dezembro do ano passado
RESOLUÇÃO POLÍTICA SOBRE O PSOL E AS ELEIÇÕES DE 2012
1. O processo eleitoral de 2012 será mais um importante momento de fortalecer o PSOL como o principal partido de esquerda e socialista em nosso país, na perspectiva de construí-lo como poderosa ferramenta de massa na luta pel a superação de todas as formas de opressão e exploração.
2. É condição urgente e necessária que o PSOL se apresente nas eleições municipais de 2012 com programas e políticas claras ao conjunto da população. Nos municípios, em especial nas capitais e cidades médias, polos centrais da irradiação da política para os estados, o PSOL deverá empenhar esforços para lançar candidaturas próprias que afirmem o perfil político e programático do partido.
3. Essa realidade exige do PSOL uma plataforma política de enfrentamento aos interesses hegemônicos dominantes e que aponte para o protagonismo dos de baixo na luta contra o neoliberalismo em suas mais variadas dimensões, isto é, um programa que aponte para transformações sociais profundas de caráter anti-monopolista, anti-imperialista, democrático radicais e anti-latifundiárias, no rumo de uma sociedade socialista.
4. Nessa perspectiva, as candidaturas do PSOL se afirmam como oposição programática e de esquerda aos governos federal, estaduais e municipais, lutando para colocar o povo em movimento e construindo alianças políticas e sociais que coadunam com o programa que o PSOL defenderá para as cidades.
5. Neste sentido, o III Congresso Nacional do PSOL delibera que:
a. O processo de discussão e formação de chapas para disputa eleitoral de 2012, deve ser orientado pelos parâmetros colocados acima e pelas demais resoluções deste Congresso.
b. As direções municipais e estaduais conduzirão o processo de negociação para formação de alianças sociais e políticas que estejam comprometidas com um programa de profundas transformações econômicas e sociais, assegurando um procedimento transparente, democrático e participativo na definição das candidaturas e dos programas para a disputa eleitoral.
c. O Diretório Nacional avaliará caso a caso as alianças políticas e sociais que avançarem para além do acúmulo da Frent e de Esquerda (PSTU e PCB), cabendo somente a essa instância a decisão final sobre a possível concretização de ampliações, tendo como parâmetros básicos a indicação da candidatura a prefeito (a) pelo PSOL e a firme defesa de nosso programa de profundas mudanças sociais e políticas.
d. Desde logo, serão prioritárias para o PSOL as disputas pelas capitais do Pará, Amapá e Rio de Janeiro, em função do acúmulo partidário e das grandes potencialidades de vitórias político-eleitorais existentes nestas cidades. Esse processo será acompanhado de forma decidida pela Direção Nacional do PSOL.
e. As eleições do próximo ano serão, portanto, um momento especial de acúmulo de forças na construção do PSOL, fortalecendo-o como alternativa político-eleitoral para a disputa da Presidência da República em 2014.

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