PCB completa 90 anos



Em 25 de março de 1922, um barbeiro, um contador, um eletricista, um gráfico, um sapateiro, um vassoureiro, dois alfaiates e um jornalista se reuníam na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, para fundar o Partido Comunista do Brasil (PCB).

Importante organização da história política do país, atualmente seus 90 anos de história são reivindicados por pelo menos três partidos em atividade: o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Popular Socialista (PPS). 

É difícil determinar historicamente qual das três siglas é a "verdadeira" herdeira do PCB original. Talvez porque nenhuma delas a seja de fato. 

As divisões iniciaram em 1962. Um setor que começava a ser influenciado pelas ideias do "comunismo chinês" foi derrotado no V Congresso do PCB. Após a derrota, fundaram o PCdoB, ao mesmo tempo em que não reconheciam o setor majoritário como o PCB original. 

A segunda cisão ocorreu em 1992. Com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, parte da direção do PCB decide dissolver o partido e constituir uma nova sigla: o Partido Popular Socialista (PPS). Na prática, a mudança significava o abandono dos ideais comunistas e a adoção de uma linha "social-democrata. Com o passar dos anos, o PPS passou a ser linha acessória do PSDB e do DEM, constituindo o bloco conservador. Outro setor do PCB que não concordava com a transformação em PPS acabou herdando a sigla PCB e o legalizou novamente em 1996. 

Apesar da importância histórica e das lutas travadas pelo partido, o PCB vive hoje uma difícil situação, sendo um dos menores e menos influentes partidos do Brasil. Seu desafio para o século 21 é justamente a "reconstrução revolucionária". 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Uma homenagem ao Movimento Estudantil

Pastor chama vereador de vagabundo e é declarado 'persona non grata'

Chico Alencar lança candidatura e Câmara tem agora 4 postulantes