Voto feminino completa 80 anos, mas mulheres são menos de 9% da Câmara dos Deputados


No dia 24 de fevereiro de 2012, o Brasil comemora os 80 anos da conquista do direito ao voto pelas mulheres. O simbolismo da data ocorre justamente quando uma mulher tem o mais alto posto do país. Entretanto, 80 anos depois desta pequena vitória do movimento feminista no Brasil, as mulheres ainda são imensa minoria no Congresso Nacional.

Na Câmara dos Deputados, são apenas 45 mulheres do total de 513 parlamentares, o que representa menos de 9% do total de congressistas.

No Senado, a proporção é um pouco melhor: 12 Senadoras para 81 cadeiras, representando 14%. Até novembro, eram 13 senadoras, mas a Justiça tomou o mandato de Marinor Brito (PSOL-PA) após definir que a lei da Ficha Limpa não valeria nas eleições 2010.

Enquanto isso, a lei exige as tais cotas para candidatas mulheres, que são ocupadas, via de regra, por laranjas, apenas para suprir a exigência legal. A maioria dos partidos políticos ainda são redutos do machismo. Não há investimento na formação das mulheres.

Na contramão desta medida, o PSOL aprovou em seu último Congresso uma política transitória de paridade de gênero. Hoje, 40% do Diretório Nacional e 30% da Executiva Nacional são compostas por mulheres. Até 2013, todas as instâncias do partido deverão ter 50% de mulheres.

A reforma política é importante nesse sentido. Muito se debate sobre a possibilidade do voto em lista alternada (um homem, uma mulher), o que aumentaria a ocupação de vagas por mulheres, obrigando os partidos a dar espaço e a formar quadros femininos.

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