Após representação do PSOL, Demóstenes tem mandato cassado e está inelegível até 2027

[caption id="attachment_477" align="alignleft" width="300"] Senador Randolfe Rodrigues (PSOL) pediu a cassação de Demóstenes no Conselho de Ética.[/caption]

O mandato de senador de Demóstenes Torres (Ex-DEM, atualmente sem partido) foi cassado em votação secreta no plenário do Senado, nesta quarta-feira, por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções. Acusado de quebra de decoro por suposto envolvimento com contraventor Carlinhos Cachoeira, Demóstenes perde o mandato após representação feita pelo PSOL no Conselho de Ética do Senado.

Agora cassado, Demóstenes fica inelegível por oito anos contados a partir do fim do mandato para o qual havia sido eleito. Ou seja, só poderá concorrer a um cargo político em 2028, visto que seu mandato se encerraria em fevereiro de 2019 e não há eleições previstas para outubro de 2027, seguindo-se o calendário atual. Ele também perde o foro privilegiado.

Em pronunciamento na sessão que cassou o mandato de Demóstenes, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que os parlamentares devem dar o exemplo e que não se pode entender que decoro parlamentar seja um "favor" que se faz à população. "Temos que ser exemplo e fazer exemplo", disse o senador.

"Decoro parlamentar, conduta moral não é um alerta. Não é um favor que fazermos à população. É um comportamento exigido a quem se dispõe à função republicana", disse o Randolfe, que acusou Demóstenes de ludibriar os demais parlamentares ao discursar em plenário negando as acusações.

Esta é a segunda vez na história do Senado que ocorre uma cassação de mandato - a primeira foi a de Luiz Estevão (PMDB-DF), em junho de 2000.

De "paladino da ética" a senador cassado


Atuação anti-cotas raciais foi alvo de elogios da Revista Época

Demóstenes Torres era frequentador assíduo do noticiário nacional, sempre apresentado como "paladino da ética". Em 2009, foi capa da Revista Época, da Editora Globo, em uma edição especial que destaca os 100 brasileiros do ano. Ele encabeçava a lista. No texto de apresentação, a luta contra as cotas raciais liderada por Demóstenes era vista como algo elogioso.

A Revista Veja, latrina do jornalismo brasileiro, também publicou textos e textos falando das qualidades de Demóstenes e o identificando como "mosqueteiro da ética".

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