Direito de resposta: Nota oficial da campanha Leonel 50 sobre os ataques do Jornal da Cidade

O texto abaixo foi enviado à Justiça Eleitoral no pedido de direito de resposta formulado pelo PSOL contra o jornal da cidade. O juiz Yon Thostes deferiu parcialmente o pedido do PSOL, obrigando o veículo a publicar apenas um terço do texto original. Leia a resposta completa abaixo.


DIREITO DE RESPOSTA


Qualquer argumento contra o amor é um argumento vazio. É preconceito.
E o preconceito é filho da ignorância e irmão da violência.

Zélia Duncan


Sobre as ofensas publicadas neste jornal, nas edições de número 50 e 51, contra o candidato a Prefeito de Joinville Leonel Camasão e contra a população LGBT, nas colunas dos comunicadores João Francisco da Silva (João Francisco) e Antônio Alberto Gouveia Gebaile (Beto Gebaili), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vem esclarecer a verdade dos fatos aos leitores deste periódico.

Sobre as ofensas ao candidato Leonel Camasão

O colunista João Francisco coloca em dúvida a vida pregressa do candidato Leonel Camasão, fazendo calúnias sobre a sua vida profissional como jornalista em Joinville. Chega a questionar se o candidato é mesmo jornalista e ainda insinua que Leonel não pode olhar seus colegas de profissão nos olhos como iguais.

Leonel Camasão é jornalista profissioanl, tendo cursado sua faculdade no Bom Jesus/Ielusc, em 2008. Na época de sua graduação, a faculdade de Jornalismo do Ielusc foi considerada a 2a melhor do Sul do Brasil. Em sua vida profissional, foi repórter do jornal A Notícia, por quase dois anos, tendo, posteriormente, trabalhado como free lancer nos jornais Notícias do Dia e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

Ao contrário da leviana acusação de ser “jornalista fracassado”, Leonel Camasão comanda sua própria agência de notícias, prestando serviços de comunicação para entidades sindicais de todo o Estado de Santa Catarina.

Além disso, Leonel Camasão foi eleito Secretário Geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina em setembro de 2011, com quase 63% dos votos da categoria profissional dos jornalistas. Entidade esta a qual nem o colunista Beto Gebaili nem o colunista João Francisco podem se associar, por não pertencerem a categoria de jornalistas profissionais (diplomados). O fato é, que não apenas Leonel Camasão pode olhar nos olhos seus colegas de profissão, como de fato, os representa juridicamente por meio do Sindicato Profissional. Sindicato este que acaba de conquistar um dos maiores aumentos reais no piso profissional dos jornalistas, na ordem de 15%.

Sobre as ofensas ao PSOL

a) Ao incluir um beijo gay no horário eleitoral, o PSOL teve por objetivo dizer aos habitantes de Joinville que nós vamos governar para todos e todas, inclusive para as minorias historicamente apartadas da sociedade. Não aceitaremos qualquer forma de racismo, seja por gênero, cor da pele, sexualidade ou qualquer outra. Não nos envergonhamos do objetivo de construir uma sociedade mais fraterna, tolerante, onde todas e todos tenham os mesmos direitos.

b) Os colunistas afirmam que o PSOL deixou de exibir propostas no horário eleitoral para exibir o beijo entre dois homens. Novamente, a informação não é verdadeira. O referido vídeo, que está disponível na internet tendo mais de 27 mil acessos, traz uma cena com um beijo entre dois homens que tem a duração aproximada de dois segundos, tempo este que representa menos de 1% do total de duração da referida propaganda (dois minutos e sete segundos).

c) No mesmo vídeo, o candidato Leonel Camasão apresenta as propostas do partido para a educação do município, a saber, a gestão democrática e a eleição direta para os gestores escolares. E nas propagandas que seguiram em horário eleitoral, o partido já tratou dos temas de corrupção, racismo, machismo, direitos humanos, corte de cargos comissionados, ensino superior, entre outros.

d) Ao contrário do afirmado por ambos os colunistas deste periódico, o PSOL tem apresentado durante toda a campanha eleitoral, consistentes propostas para o futuro da nossa cidade. Nenhuma delas é “não factível” como afirmado pelos colunistas. Nosso plano de governo está disponível na íntegra no site http://leonel50.com.br/plano-de-governo/. Este documento, com 58 páginas, traz as propostas do PSOL para todas as áreas da administração pública e para todas as pessoas que vivam em nossa cidade.

e) Ao contrário do que afirma o colunista Beto Gebaili, não é intenção nem do PSOL nem da população LGBT construir “um mundo inteiro homossexual”. Nosso objetivo é construir um mundo onde haja igualdade entre todas e todos, independente da orientação sexual, religião, etnia, gênero, local de moradia ou qualquer outra categoria que o ser humano possa inventar para fazer distinção entre os membros de uma mesma espécie: a espécie humana. Um mundo diverso, onde as pessoas sejam respeitadas em suas diferenças.

f) Após a publicação das ofensas na edição 50 deste periódico, o candidato Leonel Camasão propôs denúncia na Promotoria de Direitos Humanos e Cidadania de Joinville. A promotoria acatou a denúncia e já está processando o Jornal da Cidade e o colunista João Francisco, por meio da Ação Civil Pública número 038.12.041232-0. Caso a Justiça aceite integralmente a ação do Ministério Público, o Jornal da Cidade e o colunista João Francisco da Silva deverão pagar indenização de 300 salários mínimos, o equivalente a mais de R$ 186 mil reais, além de se obrigarem a retirar o jornal de circulação, tanto a versão impressa como a versão na internet. A ação prevê ainda outras penalidades.

Sobre as ofensas a população LGBT

Os graves ataques claramente homofóbicos do Jornal da Cidade ganharam repercussão nacional pela sua violência. Ao comparar um mero gesto de afeto a “uma pessoa defecando em público”, o colunista João Francisco ganhou notoriedade justamente pela sua postura discriminatória e intolerante. Postura essa corroborada pela empresa em que trabalha, tendo em vista declarações ao Portal Terra do proprietário deste veículo, Vitor Manoel de Oliveira Guilherme. Diz ele: É uma opinião do jornalista e é a opinião da empresa. Se a empresa permitiu que ele escrevesse isso é a opinião da empresa”. Justamente por essa postura, tanto João Francisco quanto o jornal da cidade se tornam réus nesta ação promovida pelo MPSC.

Dito isto, o PSOL e o candidato Leonel Camasão vem mais uma vez a público lamentar profundamente a postura do Jornal da Cidade e informar que tomará as medidas legais cabíveis.

Prestamos aqui ainda toda a nossa solidariedade com as milhares de pessoas que se sentiram ofendidas e indignadas com as palavras deste periódico. Não descansaremos enquanto ainda houverem ataques desta natureza não só aos LGBTs, mas a todas as parcelas da população que historicamente foram apartadas da sociedade e de seus rumos.

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