Jornalista homofóbico é processado pelo Ministério Público de Santa Catarina

[caption id="attachment_795" align="alignleft" width="300"] Promotora Simone Cristina Schultz, da promotoria de Direitos Humanos e Cidadania. Foto: ClicRBS[/caption]

A Promotoria de Direitos Humanos e Cidadania do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou, nesta quinta-feira, uma Ação Civil Pública contra o periódico Jornal da Cidade e contra o comunicador João Francisco da Silva, ambos de Joinville. A ação, proposta pela promotora Simone Cristina Schultz, pede a retirada imediata de circulação da edição número 50 do Jornal da Cidade, tanto em meio físico quanto na internet, por conta das ofensas publicadas à população de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT).

O documento solicita ainda a aplicação de multa diária de R$ 10 mil reais em caso de descumprimento da decisão; a veiculação de programas de direitos humanos produzidos e/ou indicados pelo MP em conjunto com associações reprentativas dos LGBTs; indenização de 300 salários mínimos por dano moral coletivo, a ser destinado a fundos de promoção da cidadania LGBT; e ainda, a obrigatoriedade de publicação da sentença condenatória em cinco edições seguidas do períodico. Todos esses pedidos serão analisados pela Justiça.

A ação teve origem em uma denúncia realizada pelo candidato do PSOL à Prefeitura de Joinville, Leonel Camasão. Após exibir no horário eleitoral, em uma cena de apenas dois segundos, um beijo entre dois homens, o Jornal da Cidade passou a atacar a população LGBT e o candidato do PSOL. O caso ganhou repercussão nacional após uma carta de apoio do deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ).

Agressões continuam

As agressões à população LGBT e ao candidato do PSOL continuaram a ser publicadas na edição de número 51 do Jornal da Cidade. O colunista Beto Gebaili afirmou na edição 51 que a intenção da população LGBT é transformar o mundo em "um mundo inteiro de homossexuais". Ele afirma: "[os homossexuais] vão para a internet, xingam, ofendem e agridem justamente aqueles, que eles - os homossexuais - querem também transformar em homossexuais!!!"

Gebaili classificou a propaganda do PSOL como "um ato que agride todos os padrões familiares, que são na sua grande maioria, padrões heterossexuais!!!". Já o colunista João Francisco partiu para mais uma série de agressões pessoais contra Leonel Camasão.

"Eu não conheço e não tenho a curiosidade de conhecer essas pessoas. Fico feliz com a rápida ação do Ministério Público e estou torcendo para que a Justiça acate todos os pedidos do MP. Nós seguiremos na luta, tanto prática quanto judicial, para coibir essas ofensas não só a minha pessoa, mas aos direitos humanos.

Comentários

Carlos Cares disse…
Simplesmente parabéns! Não são necessárias mais palavras para complementar a bela notícia.
e disse…
nivel de QI desse deputado 30 pontos
Ana Claudia Kuhnen disse…
Eu apoio e como lésbica casada me senti agredida por um cidadão desses se achar no direito de blasfemar contra outros...ele ainda diz que nos ofendemos c td que falam sobre nós...pois olha senhorio nos ofendemos sim e tbm nosso mundo é mt unido...vc ofende um, ofende todos,na verdade um ponto mt forte no mundo gay,lésbico....certamente vc leva uma vida vazia...e por isso se acha no direito de criticar.

Postagens mais visitadas deste blog

Uma homenagem ao Movimento Estudantil

Sandro Silva renuncia mandato de vereador e Carlito poderá ter maioria na Câmara

Norival Silva pega 12 anos por corrupção passiva