Nota do PSOL sobre o segundo turno das eleições em Joinville

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) quer agradecer e ao mesmo tempo dividir a alegria do resultado eleitoral obtido na eleição municipal de Joinville em 2012. Nossa candidatura, representada por Leonel Camasão, conseguiu desmontar estereótipos e ao mesmo tempo, se posicionar de maneira firme a respeito dos grandes temas da nossa cid
ade, obtendo 10.017 votos para a campanha majoritária e 2.052 votos para a eleição proporcional.

O debate político no primeiro turno revelou a diferença entre o projeto apresentado pelo PSOL e os projetos das demais candidaturas - praticamente idênticos, salve algumas nuances. Nossa cidade vive um momento histórico, onde temas centrais, como a licitação do transporte coletivo e a Lei de Ordenamento Territorial, serão decididos, ao que tudo indica, em desfavor dos moradores da nossa cidade.

Neste segundo turno, o PSOL não se vê representado por nenhuma das duas alternativas e por isso não apoiaremos nem indicaremos votos em nenhuma delas. Nos reservamos a orientar a militância do nosso partido ao voto nulo, ao voto de protesto no 50. Ao mesmo tempo, acreditamos que é a consciência livre do eleitor que deverá prevalecer neste segundo turno, de maneira tal que as mais de 10 mil pessoas que acreditaram em nosso projeto são livres para tomar suas próprias decisões.

Esta decisão é ancorada não apenas na convicção pessoal dos militantes do PSOL em Joinville, mas embasada em nossas resoluções nacionais, que delimitam claramente quais os partidos políticos que o PSOL se relaciona e quais não se relaciona. Tanto o PSD quanto o PMDB não fazem parte do nosso campo político. Defendemos, durante toda a campanha, uma política que não se fundamente no balcão de negócios. Portanto, apoiar qualquer uma das candidaturas depois de tudo o que defendemos no primeiro turno seria extremamente incoerente.

Nosso plano de governo segue à disposição de qualquer um dos candidatos, pois concretizando-o em todo ou em parte, quem ganha não é o PSOL, mas sim, a cidade de Joinville.

Desde já, independente de quem seja eleito para governar Joinville nos próximos quatro anos, o PSOL se define como oposição programática e de esquerda, e saberá, na luta, ao lado dos movimentos sociais e da cidadania defender nossa cidade e atuar também propositivamente na construção de nosso futuro.

Obrigado a todas e todos que votaram na mudança. Seguiremos na luta por uma Joinville democrática, plural e participativa.

Joinville, 11 de outubro de 2012.

Partido Socialismo e Liberdade
PSOL

Comentários

Sofia disse…
Acho certo o partido não apoiar nenhum candidato, mas acho errado incentivar o voto nulo.

Na minha vida de eleitora, somente 2X me vi votando com convicção. O restante das vezes, tive que escolher entre candidatos que eu não necessariamente queria. Mas era o que tinha disponível. Então eu escolhi.

Uma grande amiga que viveu o horror da ditadura me relata sempre o quanto acha inadmissível anular o voto. Ela sabe o que é querer votar e não poder. Para ela, votar é um direito e não uma obrigação.

Confesso que me decepcionei muito com essa declaração sua e do PSOL. Votei em você e não é por isso que deixaria de votar de novo. Mas incitar o voto nulo me mostrou uma certa imaturidade e até irresponsabilidade.

Se temos o direito de escolher, nem que seja entre RUIM e NADA BOM, vou usar esse direito. Até porque me abster dele para que a maioria decida não me favorece mais do que tomar a minha decisão.

Apenas minha opinião...
Leonel Camasão disse…
Olá, Sofia. Tudo bem?
Entendo seu posicionamento. Reconhecemos, com toda a certeza, o valor e a importância dos que lutaram pela democracia em nosso país. Defendemos o voto nulo não por descaso à luta por democracia, mas por entender que nenhum dos dois candidatos tem qualquer proximidade com o nosso projeto. Por isso, construímos uma posição por neutralidade neste segundo turno. Indicamos o voto nulo apenas aos filiados ao PSOL.
Creio que o descaso com a luta pela democracia não é realizado pelos que votam nulo com convicção, mas sim, por aqueles que nem ao menos vão às urnas votar.
Um abraço

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