Minha posição sobre o segundo turno

Peço licença a todos e todas que nos seguem nas redes sociais ou em nossa página, para dar minha humilde contribuição neste debate sobre o futuro do país e sobre o segundo turno das eleições presidenciais. Como agente político, militante, dirigente partidário e candidato nas últimas três eleições, não poderia deixar de me pronunciar sobre este singular momento que vivemos no Brasil e em Santa Catarina.

Se Santa Catarina decidisse as eleições brasileiras, Aécio Neves teria ganho em primeiro turno, com quase 53% dos votos. Estes números mostram, por um lado, o enfraquecimento do PT local como alternativa a hegemonia conservadora, e por outro, a necessidade de fortalecermos os novos partidos que não abandonaram os ideias de uma sociedade justa, solidária, libertária e socialista.

É certo, em nossa opinião, afirmar que muitas reformas importantes para o Brasil não avançaram no governo Dilma. É certo afirmar que a política economica, os recuos nas áreas de direitos humanos, as alianças com o fisiologismo político, entre outros, não representam o projeto político do PSOL. Entretanto, se é verdade que o governo Dilma não representa estes ideais, é certo também que Aécio e o PSDB não só não os representam, mas são sua antítese. Se não avançaremos com Dilma, ou avançaremos pouco, com toda certeza, retrocederemos com Aécio.

Minha manifestação sobre o segundo turno se dá não por adesão ao projeto do PT, projeto ao qual continuaremos a fazer oposição, e pela esquerda. Mas sim, porque não é possível abrir precedentes para a volta das privatizações em massa, a destruição dos direitos trabalhistas, a perseguição dos direitos indígenas, o alinhamento de nossa política externa aos interesses dos EUA e a ocupação de espaços no estado por fundamentalistas religiosos. Não há condições, em nenhuma hipótese, de estar ao mesmo lado que Jair Bolsonaro, Feliciano, Pastor Everaldo e outras lideranças nefastas.

O 2º turno se constitui mais como uma eleição do "não", do que do "sim", mais do veto do que do voto. E pelo veto a Aécio e ao PSDB, pelo nosso futuro, me junto à posição dos companheiros e deputados do PSOL Ivan Valente, Jean Wyllys, Chico Alencar, Edmilson Rodrigues e Marcelo Freixo.

Contra o retrocesso, eu voto em Dilma 13 para presidente no próximo dia 26!

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